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Medicina Integrativa: ciência, prevenção e cuidado global em saúde

  • Foto do escritor: Berenice Cunha Wilke
    Berenice Cunha Wilke
  • 29 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 31 de jan.

A Medicina Integrativa é um modelo de cuidado que reconhece a complexidade do ser humano e reafirma a centralidade da relação entre o paciente e o profissional de saúde. Seu foco não se limita ao tratamento de doenças, mas se amplia para a promoção da saúde física e mental, a prevenção de agravos e a melhoria da qualidade de vida ao longo do tempo.


Parte do entendimento de que corpo, mente e ambiente funcionam como sistemas interdependentes. A saúde resulta da interação dinâmica entre fatores biológicos, metabólicos, emocionais, comportamentais, sociais e ambientais, enquanto o adoecimento surge quando esses sistemas perdem sua capacidade de adaptação, regulação e equilíbrio.


Nesse modelo, o paciente deixa de ocupar um papel passivo e passa a ser protagonista do próprio cuidado. As decisões são compartilhadas, e o processo terapêutico considera não apenas diagnósticos e exames, mas também hábitos, contexto de vida, valores e possibilidades reais de mudança. A Medicina Integrativa reconhece, assim, que a saúde é construída diariamente e envolve corresponsabilidade.


A abordagem integrativa considera, de forma individualizada, fatores genéticos, ambientais, nutricionais, psicossociais e culturais, além do impacto do estresse crônico, do estilo de vida e das exposições ao longo da vida. Há uma ênfase clara na prevenção e na promoção da saúde, resgatando princípios fundamentais da medicina que sempre estiveram presentes, mas que foram progressivamente secundarizados por modelos centrados exclusivamente na doença.


A Medicina Integrativa não se opõe à medicina convencional — ela a amplia. Integra o raciocínio clínico, o exame físico, os exames laboratoriais e o uso de medicamentos a estratégias complementares baseadas em evidências científicas quanto à segurança e eficácia. Podem fazer parte desse cuidado intervenções como atividade física orientada, acupuntura, técnicas de respiração, práticas meditativas, relaxamento, yoga, atenção plena, além do uso criterioso de fitoterápicos, vitaminas, minerais, antioxidantes e probióticos, sempre de forma personalizada e fundamentada na ciência.


Assim como a Nutrologia Clínica, o estudo do Microbioma e a compreensão do Sistema Endocanabinóide, a Medicina Integrativa busca compreender os mecanismos que sustentam a saúde e a doença, conectando diferentes áreas do conhecimento em um cuidado mais preciso, humano e alinhado às necessidades reais de cada indivíduo.





Sou Dra. Berenice Cunha Wilke, médica formada pela UNIFESP em 1981, com residência em Pediatria na UNICAMP. Obtive mestrado e doutorado em Nutrição Humana na Université de Nancy I, França, e sou especialista em Nutrologia pela Associação Médica Brasileira. Também tenho expertise em Medicina Tradicional Chinesa e uma Certificação Internacional em Endocannabinoid Medicine. Lecionei em universidades brasileiras e portuguesas, e atualmente atendo em meu consultório, oferecendo minha vasta experiência em medicina, nutrição e medicina tradicional chinesa aos pacientes.






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